Ciao! Esqueça as casas históricas e monumentos muito comuns por aqui. Hoje vamos te mostrar as oito casas mais incomuns de Milão. Uma casa em forma de iglu, um prédio com doze clones ao redor do mundo, um jardim com flamingos. Sim, tudo isso em Milão! Algumas das casas foram projetadas por grandes arquitetos ou apenas foram o resultado de experiencias das viagens de seus proprietários, algumas elegantes, outras estranhas, todas interessantes. Vamos conhecer?

As casas iglu da via Lepanto

As oito casas mais incomuns de Milão

Elas ficam no norte de Milão e levam o nome de uma fazenda que não existe mais no local. Em meados dos anos quarenta, inspiradas em uma técnica de construção estudada na América pelo engenheiro Mario Cavallè. As ousadas casinhas de tijolos vermelhos de dois andares, um no nível da rua e um porão, num total de 45 metros quadrados com hall de entrada, banheiro, dois quartos pequenos e cozinha. Das doze originais, oito sobreviveram e apenas duas delas mantiveram a subdivisão original de espaços dentro. Nessa leva de casas iglus, duas outras casas também foram construídas, só que na forma de cogumelos, mas infelizmente elas não existem mais. Uma pena.

A casa 770 da via Poerio

No número 35 da via Poerio, na região de Porta Venezia, há um edifício com uma história muito especial e misteriosa. Ele tem dois andares, uma fachada de tijolos, três pináculos pontiagudos e fica espremido entre os outros prédios. Ele se chama 770 e é uma reprodução do edifício homônimo no Brooklyn adquirido na década de 1940 pela dinastia judaica ortodoxa Lubavitcher, para ser o lar do rabino Yoseph Yitzchok Schneerson, fugido da perseguição nazista. Depois dele, a casa foi habitada por seu genro, Rabino Menachem Mendel Schneerson, líder do movimento Chabad-Lubavitch e fundador dos centros de reunião da comunidade de Chabad no mundo. A casa na 770 Eastern Parkway se tornou, por esse motivo, um lugar muito querido pela comunidade judaica, tanto que vários membros decidiram reproduzi-la em outras cidades. Sendo assim, casas iguais ou similares são encontradas em Nova Jersey, Cleveland, Los Angeles, Canadá, Ramat Shlomo em Israel, São Paulo, Argentina, Austrália, Chile e Ucrânia.

As casas Tudor da via Giambologna

As oito casas mais incomuns de Milão

Parece um pedacinho da Inglaterra ou da Alemanha. Impossível não notar as duas vilas com fachadas de grade de madeira e telhados inclinados. Sua construção remonta a 1925 e uma versão diz que tudo surgiu de uma inglesa que se casou com um italiano e queria uma casa em um estilo que a lembrasse de sua terra. Já uma outra versão é a de que dois alemães, nostálgicos por seu país, pediram a um arquiteto o estilo enxaimel na construção de suas casas milanesas. De qualquer forma, as casas são lindas e com certeza fazem parte das 8 casas mais incomuns de Milão.

O jardim com flamingos da via dei Cappuccini 

No número 9 da via dei Cappuccini, em um edifício residencial chamado Villa Invernizzi, existe uma colônia de flamingos cor-de-rosa em seu jardim. O criador desse jardim era Cavalier Invernizzi, um rico famoso produtor de queijo que aparentemente passava horas inteiras na janela de casa para admirá-los. Villa Invernizzi é ainda hoje povoada por espécimes de vida muito longa, que podem viver até 70 anos: os primeiros chegaram à Itália vindos da África e do Chile, em 1980, pouco antes da Itália ingressar na Convenção de Washington sobre comércio internacional de espécies ameaçadas de extinção. A ideia era criar um lugar onde essas espécies de animais pudessem viver em tranqüilidade. Cavalier morreu sem herdeiros, e atualmente a Villa é ocupada por outros moradores e os flamingos continuam ali para quem quiser ver do lado de fora das grades, claro.

Leia aqui nossa matéria completa sobre os flamingos rosas do centro de Milão.

A casa das fadas da Via Odescalchi

As oito casas mais incomuns de Milão: de iglus a flamingos no jardim

A casa das fadas fica na região do San Siro e para as crianças, é um verdadeiro lar de contos de fadas, por ter o aspecto de castelo de princesas. Para os adultos, uma das 8 casas mais incomuns de Milão. Na realidade, nos anos 90, essa casa parece ter sido uma espécie de casa de encontros (digamos assim) com uma piscina em forma de coração, que não existe mais. A casa atualmente foi dividida em alguns apartamentos residenciais.

O edifício Liberty da via Malpighi

Milão tem muitos palácios Liberty em muitos bairros. Mas se você quiser admirar o mais bonito, deve ir à Porta Venezia. Ali está a Casa Galimberti, que é o sobrenome dos dois irmãos que no início do século XX contrataram o arquiteto Giovanni Battista Bossi para projetar um edifício moderno para a época. Graças à fachada revestida com azulejos pintados a fogo, volutas de ferro e concreto, figuras femininas e masculinas e decorações florais, esse edifício é uma verdadeira obra de arte.

A vila dos trabalhadores da Via Lincoln

A história dessa linda vila começa no final de 1800, quando uma cooperativa de trabalhadores projetou um bairro ideal, composto de pequenas casas a preços acessíveis (que agora não são nada acessíveis), destinadas a trabalhadores da área de Porta Vittoria. Ao longo dos anos, os habitantes começaram a embelezar a área, dando origem a um tipo de desafio para encontrar a cor mais alegre e brilhante para sua fachada. O resultado é um efeito de arco-íris, ainda mais especial pela presença de árvores e flores durante a primavera. Um lindeza, absolutamente umas das 8 casas incomuns de Milão.

Leia aqui nossa matéria completa sobre a rua arco-íris de Milão.

A casa de três cilindros da via Gavirate

As oito casas mais incomuns de Milão

Impossível não notar quando se passa pelo número 27 da Via Gavirate na região de San Siro: um condomínio – composto por três cilindros, três torres dispostas em um triângulo e unidas por um elemento envidraçado central. Os arquitetos Angelo Mangiarotti e Bruno Morassutti os projetaram em 1959 para uma cooperativa de funcionários do estado. Essa específica escolha deveu-se não apenas à irregularidade do lote em que foi construído, mas também ao pedido de apartamentos espaçosos e muito luminosos: em cada andar há apenas um apartamento, de fato, com terraços de jardim em cima de cada cilindro.

Essas casas, fruto muitas vezes da ousadia e excentricidade de seus proprietários, transformam Milão em uma cidade rica de curiosidades. Vindo nos visitar, coloque no seu roteiro algumas dessas casas, são no mínimo curiosas. Bacione!

10 Comments

  1. Que história curiosa a da casa 770! Adorei e fiquei chocada que tem em SP também. Vou pesquisar pra tentar descobrir onde é. Você sabe? Beijos e obrigada pelo post super divertido! =)

    • Em São Paulo é a Associação Israelita de Beneficência Beit Chabad do Brasil, que fica na Rua Dr. Melo Alves, 580 – Cerqueira César =)

  2. Eu sou muito nostálgica e nas minhas viagens fico sempre imaginando quem passou por aquela rua, quem viveu ali naquela casa, qual história aquele lugar carrega, quantos amores começaram com um olhar vindo dali.. Eu sou apaixonada com o fato da vida ser uma eterna história. de amor, momentos, lugares e pessoas.

    Eu ainda não conheço Milão, mas está na minha lista e espero fazer esse roteirinho em breve. Obrigada pela dica.

  3. Adorei seu post! Sempre tive vontade de conhecer Milão, mas não sabia dessas curiosidades! Agora fiquei com mais vontade de ir. O iglu me lembrou da minha lua de mel em Noronha há muito tempo, quando só tinha 1 hotel na ilha e os quartos eram iglus .

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